Brickmann & Associados
Comunicação - B&A
A guerra
dos chatos - Coluna Carlos Brickmann
Coluna
de domingo, 7 de março
Serra anuncia que é candidato à Presidência -
novidade que até as olheiras de Sua Excelência já conheciam há meses. Dilma faz
campanha antes do prazo legal - novidade que até as garças que vivem nos
jardins palacianos já se cansaram de descobrir. O mais divertido é Ciro, que
não veio para explicar, mas para confundir. O problema é que a movimentação de
Ciro, o anúncio de Serra, a campanha de Dilma são notícia todos os dias. A
mesma notícia, nos mesmos termos, com as mesmas dúvidas e indagações, as mesmas
análises. Eta, campanha mais
chata!
Falar a verdade, que é bom, isso se evita ao
máximo. Dizem que Aécio dará votos a Serra se for seu vice. Jô Soares tinha um
personagem ótimo que não queria ser vice: não existe nenhuma ponte, nenhuma
estrada, com o nome "vice Fulano". Nem se vota em vice: o vice faz
parte da chapa. Responda rápido: quem foi, durante oito anos, o vice de
Fernando Henrique? Serra faz tanta questão de ter Aécio como vice só para
garantir que não será traído por ele. Serra sabe: em 1992, como candidato à
Presidência, teve mais punhais nas costas do que votos.
Da campanha antecipada de Dilma também não se
diz o óbvio: quando alguém se define como candidato, entra automaticamente em
campanha, sem esperar que algum cuco eleitoral lhe sopre a hora certa. Aí, como
a campanha é proibida, toca a inaugurar pedra fundamental e assistir a batizado de boneca. A lei está errada, engessa a disputa.
Mas mudar a lei, não: já pensou se isso tira voto?
Político, como jogador de futebol, não muda a
frase. Tudo chato, muito chato.
Pois é
Fala-se no nome do amazonense Arthur
Virgílio, líder do PSDB no Senado, que enfrenta dura batalha
para a reeleição, como possível vice de Serra. Este colunista promete comentar
a notícia assim que parar de rir.
A hora do Rio
Preste atenção no Rio: a cidade deve dar um
salto econômico, puxado por acontecimentos turísticos. No ano que vem, há os
Jogos Militares e o congresso internacional da ICA, Associação Internacional
das Pedras Preciosas; em 2012 o Rio + 20 (evento mundial sobre meio-ambiente);
em 2013, a Copa das Confederações; em 2014, os jogos mais importantes da Copa
do Mundo; em 2016, os Jogos Olímpicos. A Associação Comercial acredita em novos
100 mil empregos.
A guerra de Pinda
Pindamonhangaba, agradável cidade de 150 mil
habitantes no vale do Rio Paraíba, está-se transformando no centro da disputa
eleitoral pelo Governo paulista. O ex-governador Geraldo Alckmin, provável
candidato do PSDB, é de Pinda, e já foi prefeito da
cidade. Ciro Gomes, que parte do PSB gostaria de ter como candidato, fez
carreira política em Sobral, no Ceará, mas nasceu em Pinda.
E Paulo Skaf, plano B dos socialistas
caso Ciro não queira ser candidato, tem fazenda em Pinda
- e uma das histórias que gosta de contar é que, de manhã, passa algum tempo
olhando a paisagem. Em seguida, sai de bicicleta e fica feliz ao sentir-se
parte daquela paisagem de que tanto gosta.
Quem passa mais tempo em Pinda,
hoje, é Skaf, que não nasceu lá. Adora fazer parte da
paisagem. Alckmin vive em São Paulo (mas o prefeito está em sua coligação e a
vice é de sua família). Já Ciro talvez nem saiba por qual estrada pode chegar à
sua cidade natal (a gente ajuda: a mais direta é a Via Dutra).
Duda sim, Duda não
Ricardo Viveiros, da Assessoria de Imprensa
da Fiesp, corrige nota desta
coluna e diz que a empresa Duda Propaganda não está na federação: seus serviços
se encerraram em setembro. Esclarece também que esta empresa de Duda não atende
contas políticas, mas só empresas e instituições.
"A empresa dele que trabalha política é outra". Vamos corrigir,
então, mas Ciro Gomes (ou Paulo Skaf) querem esta outra empresa de Duda para fazer a campanha ao
Governo paulista.
Vinte anos depois
Rosane, antiga esposa do ex-presidente
Collor, acaba de ser multada pelo Tribunal de Contas da União por ter permitido
superfaturamento na compra de alimentos (dos quais parte
se deteriorou) ao dirigir a Legião Brasileira de Assistência. A multa é de R$
1.800, em valores da época (será preciso calcular a correção monetária). Mas
isso é o de menos: o fato é que Rosane ocupou o cargo há 20 anos e só agora o
julgamento do TCU foi concluído. Justiça que tarda, falha.
Senhora sua genitora
Preocupado com a violência nos estádios de
futebol? Não sabe como evitar que as torcidas marquem encontro para brigar? Um
promotor paraibano acha que achou a solução: assinou com representantes de
torcidas organizadas um TAC, Termo de Ajustamento de Conduta, que proíbe
palavrões, gestos obscenos e atos de violência. "Acreditamos que
xingamentos e músicas com palavras de baixo calão incitam a violência",
diz o promotor. Magnífico: quando o jogador de um time acertar a canela do
adversário, a torcida deverá gritar algo como "Ei, Fulano, vá tomar
caju!" Ou, sempre mantendo a compostura, apesar da dificuldade para marcar
o ritmo da frase, "Como está a agenda noturna da
senhora sua genitora?" E para festejar, nada mais simples: "Tento!
Que momento gozoso!"
Endereço eletrônico
carlos@brickmann.com.br
VISITE A SEÇÃO DE ARTIGOS DO
SITE B&A – www.brickmann.com.br
Contatos
Brickmann & Associados Comunicação - B&A (11) 3885-6656
Cels.: (11) 8196-5541 (Carlos Brickmann) / (11) 9945-5668 (Marli Gonçalves)
brickmann@brickmann.com.br